sexta-feira, 27 de setembro de 2013

I wanna do bad things with you

When you came in the air went out.
And every shadow filled up with doubt.
I don’t know who you think you are
But before the night is through,
I wanna do bad things with you...

 
A música vinha do meu telemóvel novo em folha. Estava a mostrá-lo à Ana e tinha acabado de mudar o toque para a minha nova música de eleição quando recebi uma mensagem. Era tua. A reação imediata foi tentar esconder o conteúdo da Ana, não lhe costumava esconder nada mas aquele gesto apenas fora um reflexo do que sentia internamente. O desejo que tinha de me perder nos teus olhos azuis, a forma discreta como adoraria roubar-te um beijo, a loucura que sentira quando trocaste camisola à minha frente,... nada disto era permitido. Nós éramos os melhores amigos e qualquer passo em frente poderia acabar com esta amizade de anos e anos. Acabei por clicar na tecla que abria a mensagem e li o que estava escrito. Não era nada demais.

Será que podes vir ter atrás do pólo? Precisava do livro de redes informáticas, tenho exame amanhã...

Quem lesse esta mensagem talvez pensasse que seria uma desculpa para estares sozinho comigo. Eu sabia que não, a explicação até era bastante simples. Algumas aulas de Desenho Gráfico eram dadas aí e a tua tinha sido a última do dia. Quando assim era adoravas ficar para trás a admirar o pôr do sol que se via desse recanto, era uma maravilha da natureza da qual raramente conseguias desviar o olhar.
De qualquer das maneiras acabei por me despedir da Ana no portão e atravessei todos os pólos pensando no que poderia acontecer entre nós, naquilo que eu secretamente desejava. Percorri aquele caminho mais depressa do que era costume, talvez porque a ânsia de te encontrar era tão grande que o meu corpo parecia flutuar só para te poder encontrar do outro lado. Vi-te sozinho quando dobrei a esquina. Estavas sentado num banco de madeira, dos longos, junto à parede do edifício. Olhavas o céu de uma maneira tão mágica que parecias uma criança, era bonito de se ver se juntarmos o sorriso infinito que tinhas naquele momento. Apercebeste-te da minha chegada e desviaste o olhar do céu para me fazer um enorme gesto de boas vindas mas sem nunca perder aquele sorriso tão teu. Caminhei com convicção enquanto também sentia as pontas dos meus lábios erguerem-se, era tão bom estar com o meu melhor amigo. Enquanto percorria o caminho até ti deixei cair uma das alças da mochila preta do computador para conseguir abrir o fecho e tirar o enorme livro que me tinhas emprestado. Talvez por ser um livro de quase 1500 páginas senti um pouco de dificuldade e tive que pousar a mochila mesmo junto a ti para o poder retirar do interior. Cumprimentei-te como normalmente o fazia, com um Olá! cheio de vida e energia. Tu fizeste algo completamente inesperado, principalmente tendo em conta que era a mim que o fazias. Apalpaste-me o rabo por baixo da saia de algodão vermelho.
- Pára quieto! – disse, em vão, como se tivesse esperança que as tuas brincadeiras fossem curtas. Claro que não eram e aproveitaste para apalpar a outra nádega. Estavas entretido.
- Já te disse para parares com isso... assim não me deixas concentrar. – repliquei de novo.
No entanto estavas mesmo motivado para continuar a brincadeira. Olhei-te chateada e tu aproveitaste-te. Com um gesto repentino, e do qual eu não estava à espera, puxaste-me para que ficasse sentada virada para ti. Fiquei com as pernas dobradas, uma de cada lado do teu corpo. Comecei a sentir a minha respiração a ficar pesada e tentava controlá-la, não queria que te apercebesses do fascínio que tinhas sobre mim. Olhava para os teus lábios finos e delicados, cheia de vontade de os beijar. Dizem que o fruto proibido é o mais apetecido. Tinha que parar aquilo antes de fazer alguma loucura.
- O que pensas que estás a fazer? – empurrei-te ao de leve para saber se me largavas mas sem ter a coragem necessária para sair daquela posição.
Sorriste para mim novamente. Mas já não era aquele sorriso de menino querido, era um sorriso malandro como eu nunca tinha visto. Era um sorriso perverso que não to conhecia.
- Nada! – mas se esta foi a palavra que te saiu dos lábios não era o que o teu corpo queria dizer.
Respiraste fundo, parecia que querias ganhar coragem para o que estavas a fazer, e começaste a beijar o meu rosto devagarinho. Os teus beijos eram tão doces e queridos. Imaginaste um caminho que iria da minha bochecha até ao pescoço, atravessando todo o rosto através da orelha e percorreste-o com pequenos beijos e com pequenos intervalos da tua língua quente e molhada. Estava a saber tão bem, como nunca tinha sabido nos meus pensamentos mais escondidos. Tinhas jeito para aquilo. Continuaste delicadamente enquanto eu me rendia ao que estava a acontecer e colocava os meus braços ao redor do teu pescoço. Inclinaste-te um pouco e continuando esse caminho já tinhas a tua boca no meio dos meus seios e começava a ficar com vontade de ter o teu corpo contra o meu. Aproveitei esse sentimento e movimento para me curvar dirigindo-me ao teu ouvido como quem conta um segredo. Trinquei o teu lóbulo muito ao de leve. Aquilo arrepiou-te e motivou-me a continuar. Se num momento trincava a tua orelha, no seguinte decidi que era uma ótima ideia utilizar a língua. Comecei rodeando a tua orelha com a minha saliva mas depressa passei aos movimentos circulares dentro do teu ouvido.
Aquilo excitou-te tanto que num segundo desabotoaste os primeiros botões de mola da minha camisa branca predileta. Se ela já deixava adivinhar o contorno do meu colo devido à sua transparência quando retiraste um dos meus seios, o direito, para fora da camisa, ficaste louco e não hesitaste em encher a tua boca com ele. Gemi. Gostaste e continuaste. O meu mamilo estava duro e já denunciava todo o desejo e excitação que estavam dentro do meu corpo. Quando começaste com pequenas mordidelas tremi e tu riste-te de mim mas sem nunca abandonar o que estavas a fazer. Eu também continuava na minha missão de te deixar o mais excitado que pudesse. Passava as minhas mãos pelo teu pescoço arranhando-o com as minhas unhas grandes. Parecias gostar do que eu fazia ou, pelo menos, gostar do que me estavas a fazer e de me estar a provocar. A tua língua escaldante nos meus mamilos rosados fazia com que, aos poucos, me provocasses dor. No entanto era uma dor tão boa, que eu queria tanto que não resisti a deixar de arranhar e a puxar-te pela nuca para que tivesses todo o seio dentro da tua boca para que, num gesto de recém-nascido, tentasses mamar tudo o que um seio teria para dar. Provocavas-me cada vez mais mas por fim largaste. Pensei que fosses acalmar e por isso passei as mãos pelas tuas costas esperando que voltasses aos beijos no meu pescoço e, talvez, o primeiro nos meus lábios que tanto o esperavam. Enganei-me redondamente. Voltaste aos beijos sim mas não no local que esperava. Passaste para o seio do lado. Ri-me, eras completamente imprevisível.
No meio de toda esta adrenalina era difícil não sentir o alto que se apresentava no meio das tuas pernas mostrando todo o desejo com que estavas. Devagar baixei os braços com um ponto final bastante concreto. Ia ao ponto que mostrava todo o teu êxtase, e que êxtase. Quando o atingi acarinhei-o e senti-o tremer com o prazer que apresentava. Aquilo fez-te despertar e, a muito custo meu, a tua boca largou o meu seio e as tuas mãos deixaram de agarrar as minhas costas, onde tinham estado desde que tinhas pegado em mim. Suavemente agarraste-me nos braços e desceste por eles abaixo até entrelaçares os teus dedos nos meus. O meu primeiro pensamento foi que estavas a ser carinhoso, enganei-me, novamente. Aquilo era apenas uma atitude decidida que tanto sentido fazia naquele cenário. Como seria óbvio, ouvindo as histórias que me contavas das tuas anteriores conquistas, não eras fã de preliminares e ali também não serias. Com os teus dedos entrelaçados nos meus afastaste-me as mãos do meu objeto de desejo e desapertaste o fecho das tuas calças de ganga. Quando vi o teu pénis pulsando a sua energia mordi o lábio, queria-o tanto dentro de mim. Olhei para ti e senti que querias exatamente o mesmo. Com mais um movimento rápido e inesperado (ainda me pergunto como me admirava tanto com cada gesto teu se deveria ser intuitivo) puxaste as minhas pernas para que ficassem caídas atrás do banco de madeira e desviaste as minhas cuequinhas brancas para o lado. Respiraste fundo e entraste dentro de mim.
A minha reação foi dar um gemido bem alto. Tapaste-me a boca com medo que alguém ouvisse. Já era noite mas não querias que toda aquela diversão fosse estragada. Percebi o que querias dizer por isso inclinei-me para ti abraçando-te e beijando todas as partes do teu corpo que estavam ao meu alcance, a testa, a orelha, até o pescoço e os ombros por baixo da camisola azul que tanto costumas usar. Enquanto isso toda a minha anca se dedicava a aproximar-se e a afastar-se de ti em ritmos variados como se de uma música se tratasse. No início bastante melodiosa mas depois com mais energia e velocidade. Ao fim de alguns minutos aquele vai e vem de corpos sentia-se nas gotas de suor que me escorriam nas costas mostrando o quando adorava aqueles movimentos de loucura, desejo e tesão. As nossas mãos moviam-se ao redor do corpo um do outro tentando sentir ao máximo aquele prazer tresloucado, aquele prazer pecaminoso mas que nos fazia sentir nas estrelas que o céu escuro apresentava sobre nós. Quando vias que eu abrandava fazias o teu melhor para continuares naquele aproximar de desejos fazendo daquele sexo o melhor que já havíamos tido alguma vez. Os dedos iam-se entrelaçando de vez em quando, as línguas e os dentes iam passando pelo pescoço e pelo colo um do outro admirando as esculturas que os deuses nos tinham dado de forma a sentirmos toda aquela loucura. Gemíamos baixinho atiçando todo o fulgor que o calor do prazer nos ia provocando. Era tão delicioso ter-te dentro de mim.
Era nisto que pensava quando te lembraste que aquela velocidade não te chegava e pegando em mim pela anca, uma mão de cada lado, levantaste-te e viraste-me de costas para ti. Obrigaste-me a dobrar-me sobre o banco no qual estavas sentado anteriormente e inseriste o teu pénis dentro de mim. Voltei a gemer com a força com que o fizeste mas não te importaste. Ias seguir o teu pensamento e fazer daquele momento, ainda mais, inesquecível. Assim, em movimentos de vai e vem ias entrando dentro de mim decidido e com o melhor que podias dar. Debruçaste-te em cima de mim e beijaste-me várias vezes no pescoço. Ao mesmo tempo que o ias beijando usaste uma das mãos para que olhasse para ti. Sorriste-me mas não soube decifrar aquele sorriso. Não era o sorriso perverso que tinhas tido até aí nem mesmo o sorriso inocente com que te encontrei naquele dia, era diferente de todos os teus sorrisos que tinha visto até ali. E quando me beijaste os lábios, ao de leve percebi o que se passava. Não era amor o que sentias mas o carinho era demasiado para que não existisse naquela união de corpos. Correspondi e ao fazê-lo atingimos o ponto máximo dos nossos corpos. Embora seja raro a verdade é que atingimos o orgasmo ao mesmo tempo e com um sorriso de felicidade nos lábios.
Saíste de dentro de mim ainda com o pénis a jorrar esperma. Do ângulo que estava foi a primeira coisa que vi em ti e confesso que não consegui resistir muito tempo. Aproximei-me de ti e coloquei-me de joelhos de forma a poder colocar o teu órgão na minha boca. Sabia deliciosamente. A tua carne quente, aquele líquido leitoso, o teu corpo dentro da minha boca. Era maravilhoso. Dei o meu máximo e fui até ao fim, ao ponto em que te coloquei a gemer de novo. Era tão bom ver-te assim, completamente doido por mim. Num novo vai e vem do teu corpo contra o meu senti que o líquido tinha parado de escorrer pela minha garganta abaixo. Acalmei. Suguei todo o teu pénis e puxei para fora enquanto a minha língua ia brincando com a tua glande num gesto de despedida.
Por fim, quando retirei totalmente o teu pénis da minha boca, a brincadeira acabara. Ainda voltei a dar um beijo para me despedir de vez mas sabia que tinha chegado ao fim. Coloquei o teu órgão dentro das tuas calças e fechei o fecho. Levantei-me e arranjei-me minimamente. Olhei fundo nos teus olhos e dei-te um beijo na bochecha. Finalmente dirigi-me à mochila e tirei o grande livro pousando-o no banco onde tínhamos acabado de ter a nossa maior aventura. Fechei-a e coloquei-a aos ombros enquanto me ia embora sem olhar para trás, sorrindo. Sabia que aquilo nunca mais se ia repetir mas tinha sido o melhor sexo da minha vida.

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