sábado, 26 de abril de 2008

Novamente Aewyre desatou às gargalhadas. Achava piada à curiosidade genuína e infantil de Thirrin.
-Pois bem, já que queres tanto saber... Nunca estranhaste nunca terem encontrado os corpos dos teus pais?
A jovem ficou em choque. Não estava à espera que aquele assunto fosse trazido à baila e muito menos que ele soubesse dos seus pais. Era verdade que os pais tinham morrido num naufrágio sem nunca se ter encontrado os corpos mas já tinham passado tantos anos que ela acabara por aceitar a ideia, no fundo ainda queria acreditar que eles estavam vivos.
Aewyre notou que aquela pergunta a perturbara mas mesmo assim continuou a falar, não sem antes lhe agarrar a mão para a tentar confortar.
-Bem... os teus pais ainda estão vivos. Quer dizer, pelo menos a tua mãe ainda está.
Thirrin sentiu o seu corpo congelar. Não era possível. Era certo que a esperança estava lá mas já havia passado tanto tempo. Seria mesmo verdade? Ela queria saber tudo.
-Mas...Como? Porque é que não voltarão para casa? O que aconteceu?-as perguntas vindas dos lábios de Thirrin atrapalhavam-se umas às outras com a pressa que ela tinha para saber dos seus pais.
Aewyre fez sinal para que ela se acalmasse e continuou a história.
-Eles não podiam voltar a casa, eram precisos no mundo deles.
-No mundo deles?- a sombrancelha dela demonstrava a dúvida que ela sentia no momento, ainda mais do que quando soubera que os elfos existiam.
-Sim. Eles pertencem a Alagaësia. São elfos. E também são os governantes do nosso mundo. Por isso, agora, após a morte do teu pai isso faz de ti...
-Rainha de Alagaësia.-respondeu Thirrin sem esperar que o jovem terminasse a frase.
-Exacto! Agora és a nossa rainha. E precisamos de ir para o teu reino.
-Como?-perguntou instantaneamente. Aquilo ainda lhe parecia um sonho. Num momento era uma adolescente cheia de problemas e no momento seguinte já era rainha de um mundo inteiro. Ainda tentava acreditar naquilo...Mas naquele momento, mais do que tudo, queria era voltar a encontrar a mãe mas ainda não sabia como ir até ao seu novo mundo.



E vocês também não saberão... Quer dizer, só saberão daqui a uns dias! ;)

domingo, 13 de abril de 2008

-Então? Vais-me dizer quem és? E que sítio é este?-palavras confusas soltavam-se da boca de Thirrin.
O estranho soltou o lenço do pescoço e colocou-o nas costas de uma das cadeiras que rodeava a velha mesa de madeira. Sentou-se e suspirou.
A jovem continuava a olhar para ele com ansiedade, ansiosa por saber o que estava a passar.
-Vejo que estás curiosa.-sorriu o rapaz-Pois bem,vou apresentar-me. Chamo-me Aewyre. Esta casa era dos meus progenitores. Estou aqui porque precisamos de ti.
-Quem precisa de mim?- é a resposta perspicaz que a rapariga faz.
-Alagaësia.
Thirrin esbugalha os olhos:
-Ala...quem?
-Alagaësia.-e Aewyre desata às gargalhadas-Tem calma que já te explico.
-Pronto, está bem. Continua.-diz enquanto estica a mão como o mandasse continuar.
-Alagaësia é uma terra de elfos.
-Elfos?
-Tem calma! Primeiro deixa-me contar a história e depois tiras todas as dúvidas senão nunca mais saímos daqui.Como estava a dizer Alagaësia é uma terra de elfos, ou melhor, o mundo dos elfos. Acontece que o nosso regente morreu mas deixou um herdeiro. Precisamos que esse herdeiro suba ao trono até porque estamos a enfrentar Sauron que quer conquistar o nosso mundo.-Thirrin puxa uma cadeira para si. Estava a começar a ficar interessada.-A única maneira de o derrotar é juntar todas as partes de algo que Brom deixou ficar espalhado pelo nosso mundo. Mas acontece que não sabemos que objecto é este. Brom era um dos nossos maiores espiões nas tropas de Sauron mas morreu assassinado quando nos tentava estregar tal objecto.
Aewyre fez uma pausa limpando o suor da testa.
-Estás a dizer disparates... os elfos não existem. - Foram as palavras de Thirrin enquanto agitava a mão em tom de zombaria.
-Existem sim.
-Nunca se viu nenhum. - Ela não estava pronta para acreditar, estava visto.
-Acreditas em Deus não acreditas? Mas já o viste? - O argumento dele era bom.
-Isso  não tem nada a ver! 
-Não terá mesmo? - os olhos dele brilhavam como se soubesse que estava prestes a convênce-la. Calaram-se e isso provava que ele estava certo.
-Mesmo que existam... O que tenho eu a ver com isso?-perguntou Thirrin aproveitando aquele silêncio.


(Essa informação fica para a 4ª parte da nossa história... )

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O rapaz levou o dedo aos lábios pedindo silêncio. Thirrin olhou-o estranhamente não compreendendo o que aquele belo homem lhe desejava. Este agarrou-lhe a mão enquanto pedia que o seguisse.
-Mas...-tentou Thirrin começar.
Ele fez novamente um gesto que a fez calar-se. Estava meia confusa mas deixou-se levar. "Onde será que ele a levaria? Que quereria dela?" Eram perguntas que lhe rolavam nos pensamentos mas sem conseguir achar uma resposta.
Saíram daquele prédio antigo a que davam o nome de livraria fazendo a porta tocar o pequeno sino que se encontrava perante ela.Ele puxava-a e ela tinha que correr para o acompanhar. Que era aquilo? Parecia que estavam a fugir de alguém. Que estava a acontecer? Por fim ele virou à esquerda entrando num beco escuro. Parou em frente à parede de madeira que bloqueava a saída daquele beco. Finalmente largou-lhe a mão. Enquanto ela olhava para a vermilhão que ficara e esfregava para que a impressão de aperto lhe apertava ainda, tentou pronunciar-se.
-Não! Ainda não. Espera só mais um pouco.
Empurrou uma porta que se encontrava à esquerda e fez-lhe um gesto para que entrasse. A medo avançou. Era uma casa antiga mas bem conservada. Tinha um ar quente e abafado mas tudo se encontrava em ordem. Mas afinal que lugar era aquele? E aquele rapaz? Porque a trouxera até ali?

(Isso é o que ela só vai saber quando eu voltar a escrever! )