Thirrin finalmente pousara os pés. Não sabia onde estava porque nem sequer o som o denunciava. Tinha medo de abrir os olhos mas por fim os abriu. Abriu a boca mas rapidamente a tapou com a mão direita. Nunca tinha visto nada assim. Estava num clareira que era suficientemente grande para estarem lá centenas de elfos, de orelhas pontiagudas, a espreitarem de todos os lados: sentados em ramos, acocorados junto dos arbustos, de pé, no chão... Formavam um círculo à volta da enorme clareira, parecendo esperá-la. Também os animais não saiam dos círculos. Entre cervos galantes, coelhos brancos, passáros quietos, e tantos outros animais, nada se mexia nem nada cantava ou falava, nem mesmo os pássaros. E essa era a razão do silêncio que experimentara quando chegara àquele lugar.
De repente, sentiu algo mexer-se na sua frente. Do meio de 2 elfos, saiu uma mulher elegante. Estava vestida de preto. O vestido era enorme mas simples, como um manto. Fazia um decote em bico e tinha uma gola como os pequenos rapazes usavam antigamente, revirada para cima. O vestido era ainda composto por uma cauda que o fazia ainda mais elegante. A mulher tinha os cabelos curtos e os olhos expressos (ambos muito escuros, quase negros) mas a pele era clara como a neve. Era linda! Podia parecer estranha à primeira vista mas quem se atrevia a a deitar-lhe um segundo olhar não poderia negar a sua beleza.
Thirrin tornou a fazer sinal de admiração mas quando recuperou correu, com lágrimas nos olhos, não parou até encontrar lugar nos ombros da sua mãe. A mãe afagou-a e deixou-a estar-se até perceber que as saudades tinham finalmente morrido. A mãe sorriu-lhe e ela retribuiu-lhe o sorriso. Sentiu a mãe pegar-lhe na mão e dizer-lhe:
-Anda!-disse num tom melodioso.
Olhou para trás. Procurava Aewyre. A princípio não o encontrou mas numa segunda passagem de olhares encontrou-o. Ele fez-lhe sinal para que a seguisse e ela assim o fez.
Mas onde a levaria a mãe? E para quê? Bem, já nem é preciso dizer mas só vão dizer isso daqui a uns diazinhas! ;)