quinta-feira, 29 de maio de 2008

Thirrin finalmente pousara os pés. Não sabia onde estava porque nem sequer o som o denunciava. Tinha medo de abrir os olhos mas por fim os abriu. Abriu a boca mas rapidamente a tapou com a mão direita. Nunca tinha visto nada assim. Estava num clareira que era suficientemente grande para estarem lá centenas de elfos, de orelhas pontiagudas, a espreitarem de todos os lados: sentados em ramos, acocorados junto dos arbustos, de pé, no chão... Formavam um círculo à volta da enorme clareira, parecendo esperá-la. Também os animais não saiam dos círculos. Entre cervos galantes, coelhos brancos, passáros quietos, e tantos outros animais, nada se mexia nem nada cantava ou falava, nem mesmo os pássaros. E essa era a razão do silêncio que experimentara quando chegara àquele lugar.
De repente, sentiu algo mexer-se na sua frente. Do meio de 2 elfos, saiu uma mulher elegante. Estava vestida de preto. O vestido era enorme mas simples, como um manto. Fazia um decote em bico e tinha uma gola como os pequenos rapazes usavam antigamente, revirada para cima. O vestido era ainda composto por uma cauda que o fazia ainda mais elegante. A mulher tinha os cabelos curtos e os olhos expressos (ambos muito escuros, quase negros) mas a pele era clara como a neve. Era linda! Podia parecer estranha à primeira vista mas quem se atrevia a a deitar-lhe um segundo olhar não poderia negar a sua beleza.
Thirrin tornou a fazer sinal de admiração mas quando recuperou correu, com lágrimas nos olhos, não parou até encontrar lugar nos ombros da sua mãe. A mãe afagou-a e deixou-a estar-se até perceber que as saudades tinham finalmente morrido. A mãe sorriu-lhe e ela retribuiu-lhe o sorriso. Sentiu a mãe pegar-lhe na mão e dizer-lhe:
-Anda!-disse num tom melodioso.
Olhou para trás. Procurava Aewyre. A princípio não o encontrou mas numa segunda passagem de olhares encontrou-o. Ele fez-lhe sinal para que a seguisse e ela assim o fez.




Mas onde a levaria a mãe? E para quê? Bem, já nem é preciso dizer mas só vão dizer isso daqui a uns diazinhas! ;)

sábado, 10 de maio de 2008

Aewyre estendeu a mão para pegar na de Thirrin enquanto se levantava.
-Anda!-foram as palavras dele-Já te mostro como.
Thirrin olhou inquietada para o rosto daquele rapaz que conhecia feitas poucas horas. Acenou levemente com a cabeça e deixou-se levar. Calmamente Aewyre conduziu-a através das escadas até uma porta com desenhos gravados na madeira. Representavam uma jovem elfo a andar no baloiço de uma árvore. Ao longe viam-se as montanhas e o sol que se punha. O rapaz dos olhos escuros empurrou-a. Largou a mão dela e dirigiu-se à janela. Pouco se via mas após ele ter aberto as cortinadas azuladas uma bela sala os rodeou.
Thirrin levou a mão à boca. A sala era linda e enorme! As paredes estavam cobertas por imensos livros, tantos que se perdia a conta ao número que ali havia, o candeeiro era feito de cristal e brilhava com a luz do luar que ali se reflectia. No meio encontrava-se um pequeno altar que se elevava do chão. Era redondo tal como a mesa que ali havia. O jovem tornou a chegar perto da sua rainha e envolveu-lhe os ombros puxando-a para o altar. Ela reparou num espelho de oiro que estava poisado. Estava rodeado de rosas também doiradas e tinha uma frase. Ela não percebia bem que sítio era aquele. Ele sorriu-lhe. E sussurrou:
-Vês este espelho? É mágico!
Thirrin já não se surpreendia com estas palavras, já tinha decidido deixar-se levar sem se interrogar. As informações eram tantas de que outra maneira seria completamente impossível não se tornar louca.
-Para irmos ter com a tua mãe precisamos de dizer esta frase.-disse enquanto passava o dedo pelas letras doiradas.
"SO NOSSHO MARTOM O DUNMO LERA"
-Os nossho martom o dunmo lera!-disse ela.Esperou mas...nada aconteceu.
Ficou calada a olhar para ele. Ele riu-se baixinho.
-Já sabia! Para funcionar tens que acreditar.
-Acreditar?-perguntou ela como uma menina pequenina.
-Sim, acreditar! Na magia e...nos teus sonhos! Acredita que eles se podem tornam reais... e funcionará.
Ela fechou os olhos e tentou acreditar. Tinha que acreditar. Tinha que encontrar a mãe e sabia que ia estar com ela. Com estes pensamentos em mente tornou a dizer a frase mas desta vez sem abrir os olhos. Continuou sem sentir nada, parecia que o rapaz estava a brincar com ela. mas ela queria tanto ver a mãe... queria tanto estar ao pé dela. De repente sentiu algo puxá-la para baixo. Parecia água. Mas não se sentia molhada. Apenas leve. Poucos segundos depois sentiu-se cair com toda a força num chão abaixo dela. Deixou os olhos fechados. Tinha medo que aquilo fosse apenas um sonho e estivesse na sua cama e o que sentia era simplesmente o colchão. Mas quando abriu os olhos...


Bem, e como a Francisca me chama mázinha eu vou-lhe aguçar mais o apetite. O resto da história só saíra daqui a uns diazinhos... ;)