Maff tinha deixado a sua vida de sempre. A máfia tinha descoberto o seus desejos de morte, de elminar alguém e essas eram qualidades, pelo menos aos olhos da máfia. Maff tornou-se um assassino matando todos os inimigos do seu bando por um bom dinheiro. Cada morte poderia chegar aos 5.000.000€.
Estava na hora de mais uma morte. A Máfia não gostava que Misa Amane (e Kira) andasse a matar os seus homens (Misa e Kira matam tudo o que é criminoso) por isso encarregaram Maffonseca de a eliminar mesmo sabendo que não seria fácil. Mas estavam orgulhosos dele e esperavam que não os deixasse mal. Ele era o único que tinha perícia e gosto suficiente para o trabalho.
Assim, após uns dias de árduo trabalho a pensar como iria agir, Maff pôs em prática o seu plano. Sabia que a 1ª coisa a fazer era roubar o caderno, pois Misa, se o visse, apenas precisaria dele para o destruir. Estava em frente à grande casa de Misa, mas antes de entrar teria que ultrapassar o 1º desafio: o Rotweiller de Misa. Como o iria passar? Era uma questão em que já tinha pensado. O cão adorava bolas e ele tinha trazido uma de ténis consigo porque não furava logo demoraria mais tempo a roê-la.
O 1º obstáculo estava ultrapassado.Mas ainda faltava o mais importante:o "Death Note". Ele já sabia onde ela o guardava. Sabia que ela o guardava na biblioteca. Afinal, por entre tantos livros quem o iria descobrir? Mas Maff sabia-o! Tentando passar despercebido, se bem que fosse uma missão quase impossível pois toda a casa tinha sensores, Maff conseguiu estar perante a enorme porta da biblioteca de Misa Amane. Com cuidado, abriu-a. Ficou maravilhado pela sua colecção. Era bastante maior do que aquilo que pensara. Como descobrir o caderninho ali? Foi então que algo brilhou na escuridão. Não muito, apenas um pequeno brilho. O suficiente para reparar nele. Dirigiu-se ao brilho. Era uma chave. Pegou nela e mirou-a. Era bastante pequena, como a chave de um diário, mas ao contrário das chaves de diário era bastante dentada. Encostou-a ao queixo fechando os olhos e pensando. Onde pertenceria a chave? Porque estaria ali? Foi então que uma ideia lhe aflui à ideia. Dirigiu-se à janela e desviou as cortinas grossas e vermelhas como sangue antigo. Deparou-se com aquilo que esperava. Junto ao beiral havia um pequeno orifício no qual tentou experimentar a chave. Click! Foi o som que se ouviu. A chave funcionara. Abriu a gaveta escondida na janela. E os seus olhos brilharam quando viu o seu conteúdo. O caderno de capa preta que tanto procurava. A sua missão estava cumprida! Pegou nele com o máximo cuidado para que não se estragasse.
De repente ouviu um som. Maff virou-se! E deparou-se com uma criatura branca no qual se destacam os olhos amarelos e os cabelos roxos. Maff sabia o que era mas apesar de tudo não esperava encontrá-lo. Não esperava ficar petrificado perante um Shinigami. A sua reacção foi fugir. Agarrando o caderno fugiu com toda a velocidade que podia mesmo sem ver por onde ia.
Foi ter a um quarto de dormir. Na cama de dossel, alguém dormia. Era Misa! Finalmente tinha-a encontrado. Agora podia-se livrar dela, afinal até tinha o Death Note nas mãos. Procurou por uma caneta mas em vão. Se queria matar Misa tinha mesmo que ser com suas próprias mãos. Levou a mão ao coldre tirando a sua pequena CZ 75 silenciada (calibre .22) e segurando-a com firmeza avançou em direcção a Misa. Pé ante pé! Sem fazer o mínimo ruído, nem sequer a respirar. Quando chegou perto dos lençois passou-lhes a mão com suavidade. Estava quase! Faltava pouco! Mas sem contar isso sentiu Misa rodopiar no seu leito. Assustou-se mas nem assim perdeu a firmeza. No entanto, o movimento femenino descobriu-lhe o rosto. Maff encantou-se. Misa era linda! Os seus cabelos loiros eram suaves e pareciam oiro. Nunca tinha visto tanta beleza num só rosto. Mas quando menos esperava os olhos abriram-se e Misa viu-o. Maff recuou um passo. Não estava à espera disto e destestava imprevistos. Foi então que Misa, numa fracção de segundo, se levantou com a sua camisa de noite de rendas pretas e abriu a borboleta com que sempre dormia. Misa continuava linda aos olhos de Maff mas agora tinha um sorriso confiante e traidor, pronta a matar. Andou em frente com o seu andar delicado até o colocar entre a arma e a parede. Mas ao invés de o matar, Misa rasgou-lhe a roupa despindo-o por completo. Maff estava a começar a ficar atrapalhado. Não sabia o que ia na cabeça de Misa mas quando ela espetou a borboleta e o começou a beijar Maff deixou os seus pensamentos. Apenas seguia o seu instinto. Abraçou-a e beijou-a. Sentia-se bem nos seus braços. Nos braços daquela beleza feminina. Fez-la recurar tendo ideias de a guiar para a cama. No entanto, a meio do caminho sentiu uma dor aguda no peito e um sabor esquesito, um sabor a fel, na boca. Não sabia o que estava a acontecer mas começou a suar e a transpirar até cair no chão. Maff ainda não estava morto mas estaria em breve. Ele sabia-o. Sentiu Misa a sentar-se sob os seus joelhos e a apoiar-lhe a cabeça no seu próprio colo, passando a mão pelos seus cabelos. Quando ela se abaixou para lhe segredar algo ao ouvido:
Amo-te! Mas não posso permitir a minha morte.
Foram as últimas palavras que Maff ouviu antes da sua morte.
E Misa voltou sossegada para a sua cama dormindo o resto da noite.