sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Um conto de Natal diferente...

Nevava...E o rasto de passados estava bem marcado no chão. Dirigiam-se para a velha fábrica abandonada. Leonor,embora um pouco a medo, decidiu aproximar-se. As suas vestes negras e cheias de rendas rastejavam ao leve pela neve da estrada. Quando chegou ao portão do edifício viu que estava entreaberto. Entrou! E foi então que ouviu alguém a chorar. Aproximou-se! E viu que era uma rapariga, não lhe conseguia ver a cara mas pela altura parecia ter a idade dela. Mas ao contrário de si mesma ela trazia uma alva com uma corda em volta das ancas redondas.
Parecia ser uma acólita. Leonor sempre rejeitara este tipo de pessoas, afinal nunca tinham respeitado as suas crenças,porque haveria de se preocupar com elas? Decidiu-se a ir embora, deixaria ali a rapariga. Atravessou todo o
recinto e foi então que reparou que já anoitecera. Era noite de consoada e ainda teria que ir comprar o que a mãe lhe pedira... Olhou o céu negro, tal e qual como ela gostava! E uma estrela cadente passou diante dos seus olhos.
Assim, fechou os olhos para inspirar o ar da noite mas sentiu-se estranha. Sentiu uma enorme vontade ajudar, uma vontade que nunca sentira e foi voltou a entrar. Percorreu todo o átrio da fábrica e dirigiu-se à rapariga!
Estendeu a mão e sorriu-lhe. Era noite de Natal e era noite de se deixar levar pelo seu espírito...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Mãe e filha estavam abraçadas após a história contada.O verde e o negro das roupas confundiam-se no meio de folhas e sombras trémulas, que também pareciam saber que o rei merecia a sua morte vingada...
Slayra abriu os olhos e acariciou o rosto suave da filha. Thirrin sorriu. Que reação mais poderia ter senão essa após tanto tempo sem um carinho da mãe? Os olhos brilharam e a mãe falou, empurrando-a ao de leve para se poder levantar e puxando-lhe pela mão. Thirrin pensou que aquele era um costume esquesito dos elfos já que Aewyere lhe tinha feito o mesmo.
-Temos que ir! Eles esperam-nos.
E começou a correr como se ainda fosse uma adolescente não uma importante rainha. Thirrin teve que acelerar o passo para não perder a mãe de vista. Atravessaram algumas clareiras e começava-se a sentir cansada quando finalmente chegaram. Viu a mãe dirigir-se, agora num passo lento, a um velho tronco para onde ela própria se dirigiu.
-Anda! Entra!
E só aí Thirrin reparou que a árvore fazia uma espécie de toca tapada por algumas ramagens e alguns arbustos. Entrou! E deparou-se com um espetáculo que nunca pensaria admirar em altura alguma.


(Depois continuo, sem tempo. Desculpem!)