segunda-feira, 6 de abril de 2009

A morte de Maffonseca

Maff tinha deixado a sua vida de sempre. A máfia tinha descoberto o seus desejos de morte, de elminar alguém e essas eram qualidades, pelo menos aos olhos da máfia. Maff tornou-se um assassino matando todos os inimigos do seu bando por um bom dinheiro. Cada morte poderia chegar aos 5.000.000€.
Estava na hora de mais uma morte. A Máfia não gostava que Misa Amane (e Kira) andasse a matar os seus homens (Misa e Kira matam tudo o que é criminoso) por isso encarregaram Maffonseca de a eliminar mesmo sabendo que não seria fácil. Mas estavam orgulhosos dele e esperavam que não os deixasse mal. Ele era o único que tinha perícia e gosto suficiente para o trabalho.
Assim, após uns dias de árduo trabalho a pensar como iria agir, Maff pôs em prática o seu plano. Sabia que a 1ª coisa a fazer era roubar o caderno, pois Misa, se o visse, apenas precisaria dele para o destruir. Estava em frente à grande casa de Misa, mas antes de entrar teria que ultrapassar o 1º desafio: o Rotweiller de Misa. Como o iria passar? Era uma questão em que já tinha pensado. O cão adorava bolas e ele tinha trazido uma de ténis consigo porque não furava logo demoraria mais tempo a roê-la.
O 1º obstáculo estava ultrapassado.Mas ainda faltava o mais importante:o "Death Note". Ele já sabia onde ela o guardava. Sabia que ela o guardava na biblioteca. Afinal, por entre tantos livros quem o iria descobrir? Mas Maff sabia-o! Tentando passar despercebido, se bem que fosse uma missão quase impossível pois toda a casa tinha sensores, Maff conseguiu estar perante a enorme porta da biblioteca de Misa Amane. Com cuidado, abriu-a. Ficou maravilhado pela sua colecção. Era bastante maior do que aquilo que pensara. Como descobrir o caderninho ali? Foi então que algo brilhou na escuridão. Não muito, apenas um pequeno brilho. O suficiente para reparar nele. Dirigiu-se ao brilho. Era uma chave. Pegou nela e mirou-a. Era bastante pequena, como a chave de um diário, mas ao contrário das chaves de diário era bastante dentada. Encostou-a ao queixo fechando os olhos e pensando. Onde pertenceria a chave? Porque estaria ali? Foi então que uma ideia lhe aflui à ideia. Dirigiu-se à janela e desviou as cortinas grossas e vermelhas como sangue antigo. Deparou-se com aquilo que esperava. Junto ao beiral havia um pequeno orifício no qual tentou experimentar a chave. Click! Foi o som que se ouviu. A chave funcionara. Abriu a gaveta escondida na janela. E os seus olhos brilharam quando viu o seu conteúdo. O caderno de capa preta que tanto procurava. A sua missão estava cumprida! Pegou nele com o máximo cuidado para que não se estragasse.
De repente ouviu um som. Maff virou-se! E deparou-se com uma criatura branca no qual se destacam os olhos amarelos e os cabelos roxos. Maff sabia o que era mas apesar de tudo não esperava encontrá-lo. Não esperava ficar petrificado perante um Shinigami. A sua reacção foi fugir. Agarrando o caderno fugiu com toda a velocidade que podia mesmo sem ver por onde ia.
Foi ter a um quarto de dormir. Na cama de dossel, alguém dormia. Era Misa! Finalmente tinha-a encontrado. Agora podia-se livrar dela, afinal até tinha o Death Note nas mãos. Procurou por uma caneta mas em vão. Se queria matar Misa tinha mesmo que ser com suas próprias mãos. Levou a mão ao coldre tirando a sua pequena CZ 75 silenciada (calibre .22) e segurando-a com firmeza avançou em direcção a Misa. Pé ante pé! Sem fazer o mínimo ruído, nem sequer a respirar. Quando chegou perto dos lençois passou-lhes a mão com suavidade. Estava quase! Faltava pouco! Mas sem contar isso sentiu Misa rodopiar no seu leito. Assustou-se mas nem assim perdeu a firmeza. No entanto, o movimento femenino descobriu-lhe o rosto. Maff encantou-se. Misa era linda! Os seus cabelos loiros eram suaves e pareciam oiro. Nunca tinha visto tanta beleza num só rosto. Mas quando menos esperava os olhos abriram-se e Misa viu-o. Maff recuou um passo. Não estava à espera disto e destestava imprevistos. Foi então que Misa, numa fracção de segundo, se levantou com a sua camisa de noite de rendas pretas e abriu a borboleta com que sempre dormia. Misa continuava linda aos olhos de Maff mas agora tinha um sorriso confiante e traidor, pronta a matar. Andou em frente com o seu andar delicado até o colocar entre a arma e a parede. Mas ao invés de o matar, Misa rasgou-lhe a roupa despindo-o por completo. Maff estava a começar a ficar atrapalhado. Não sabia o que ia na cabeça de Misa mas quando ela espetou a borboleta e o começou a beijar Maff deixou os seus pensamentos. Apenas seguia o seu instinto. Abraçou-a e beijou-a. Sentia-se bem nos seus braços. Nos braços daquela beleza feminina. Fez-la recurar tendo ideias de a guiar para a cama. No entanto, a meio do caminho sentiu uma dor aguda no peito e um sabor esquesito, um sabor a fel, na boca. Não sabia o que estava a acontecer mas começou a suar e a transpirar até cair no chão. Maff ainda não estava morto mas estaria em breve. Ele sabia-o. Sentiu Misa a sentar-se sob os seus joelhos e a apoiar-lhe a cabeça no seu próprio colo, passando a mão pelos seus cabelos. Quando ela se abaixou para lhe segredar algo ao ouvido:
Amo-te! Mas não posso permitir a minha morte.
Foram as últimas palavras que Maff ouviu antes da sua morte.
E Misa voltou sossegada para a sua cama dormindo o resto da noite.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um sonho

Não quero acordar!
Quero sentir o teu corpo quente junto ao meu,
Neste abraço que nos une,
Nesta felicidade que nos rodeia.
É um amor impossível...
Talvez porque não pode existir na vida real,
Apenas nos meus sonhos.
Um sonho que me arrepia o corpo adormecido com um simples toque teu,
Um sonho que me faz sorrir por correres atrás de mim para que não parta,
Um sonho...
Foi só um sonho!
Na vida real nunca sentirei esse teu calor,
Nunca ouvirei dos teus lábios o "gosto de ti!",
Nunca mergulharei no verde dos teus olhos...
Mas os sonhos são para ficar na noite...
E na noite ficarão!



Dedicado:
Ricardo
Data:6Janeiro2009(01.27)
Acção:a desabafar com o Digo ^^
Sentimento: Constrangida
Música:"É para amanhã",António Variações