Nevava...E o rasto de passados estava bem marcado no chão. Dirigiam-se para a velha fábrica abandonada. Leonor,embora um pouco a medo, decidiu aproximar-se. As suas vestes negras e cheias de rendas rastejavam ao leve pela neve da estrada. Quando chegou ao portão do edifício viu que estava entreaberto. Entrou! E foi então que ouviu alguém a chorar. Aproximou-se! E viu que era uma rapariga, não lhe conseguia ver a cara mas pela altura parecia ter a idade dela. Mas ao contrário de si mesma ela trazia uma alva com uma corda em volta das ancas redondas.
Parecia ser uma acólita. Leonor sempre rejeitara este tipo de pessoas, afinal nunca tinham respeitado as suas crenças,porque haveria de se preocupar com elas? Decidiu-se a ir embora, deixaria ali a rapariga. Atravessou todo o
recinto e foi então que reparou que já anoitecera. Era noite de consoada e ainda teria que ir comprar o que a mãe lhe pedira... Olhou o céu negro, tal e qual como ela gostava! E uma estrela cadente passou diante dos seus olhos.
Assim, fechou os olhos para inspirar o ar da noite mas sentiu-se estranha. Sentiu uma enorme vontade ajudar, uma vontade que nunca sentira e foi voltou a entrar. Percorreu todo o átrio da fábrica e dirigiu-se à rapariga!
Estendeu a mão e sorriu-lhe. Era noite de Natal e era noite de se deixar levar pelo seu espírito...
2 comentários:
Minha linda, vim deixar-te uma beijoca grande e os votos de um feliz Natal.
PS: Confesso que não li; desculpa-me.
Ando com olhos de mar... Isso turva-me um bocado a visão e, mesmo que a tente fixar nas palavras, não as deixa chegar inteiras ao meu coração.
E, quando estou assim, o melhor é não ler mesmo.*
PPS: Aconteceu o mesmo com o post anterior, pelos mesmos motivos.
Será que posso dar-te uma sugestão?! Deixa aparecerem vários posts na página principal... Assim era mais fácil ler ou reler os capítulos anteriores :)
Lindissimo post!
Enviar um comentário